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UF nos dígitos 9–10

Gerador de Título de Eleitor por estado

Escolhe a unidade federativa, sorteia o sequencial e fecha os dois verificadores — um número por vez ou até 100 por rodada. O Validador faz o caminho inverso: confere a conta e diz de qual estado é o código dos dígitos 9 e 10.

Os títulos de eleitor gerados aqui são fictícios. O código de estado e os dois dígitos verificadores são consistentes, mas nenhum deles consta no cadastro eleitoral do TSE. Use apenas em desenvolvimento, homologação e demonstração. Uso permitido e proibido.

Sequencial
1–8
UF
9–10
DV
11–12

Títulos gerados nesta ferramenta são fictícios e destinados exclusivamente a testes de software. Não correspondem a eleitores reais.

Como o número do título de eleitor é montado

A inscrição eleitoral é um número de doze dígitos atribuído pela Justiça Eleitoral no alistamento e exibido, no documento e nos serviços do TSE, em três blocos de quatro. Essa separação visual não corresponde à estrutura interna: para quem valida o número, a quebra que importa é 8 + 2 + 2.

Sequencial, código da UF e dois verificadores

Os oito primeiros dígitos são o sequencial da inscrição. Os dois seguintes identificam a unidade federativa em que o alistamento foi feito. Os dois últimos são verificadores calculados sobre o que vem antes. Como o código da UF entra na conta do segundo dígito, não existe a operação de “trocar o estado” de um título mantendo o final: alterar os dígitos 9 e 10 invalida o número. É por isso que o Gerador pede a UF antes de sortear o sequencial, e não depois.

Os códigos vão de 01 a 28 e não seguem ordem alfabética — 01 é São Paulo, 02 Minas Gerais, 03 Rio de Janeiro, e 28 fica reservado a quem se inscreveu no exterior. Qualquer par fora dessa faixa é inválido antes do cálculo do DV: um número com 35 nas posições 9 e 10 está malformado ainda que os dois últimos dígitos fechem por coincidência. Validador que só roda o módulo 11 deixa essa classe de erro passar; o desta página confere a faixa primeiro e devolve a UF reconhecida.

O verificador é o próprio resto, não 11 menos o resto

Quem já implementou CPF, RG ou PIS escreve a subtração por reflexo. No título ela não existe. O sequencial recebe os pesos de 2 a 9 e o resto da divisão por 11 é o primeiro dígito; depois os dois dígitos da UF e esse primeiro verificador recebem os pesos 7, 8 e 9, e o resto da nova divisão é o segundo dígito. Nos dois cálculos, resto 10 vira 0. A mecânica de pesos e resto é a mesma descrita no guia sobre módulo 11 e dígito verificador; muda o que se faz com o resto no fim.

A exceção de São Paulo e Minas Gerais

Nas inscrições de SP (01) e MG (02) vale uma exceção do TSE: quando o resto dá zero, o dígito correspondente é 1, não 0. É a maior fonte de divergência entre implementações de validador de título — parte das bibliotecas aplica a regra, parte ignora, e as duas se dizem corretas.

O efeito prático aparece em teste. O mesmo sequencial com UF 01 gera dois números diferentes conforme a biblioteca, e uma fixture copiada de um projeto para outro passa em um e falha no outro sem que nada no código tenha mudado. Por isso o Gerador descarta os sequenciais em que as duas interpretações discordam: os títulos de SP e MG que saem daqui são aceitos com ou sem a exceção implementada. Se o objetivo é justamente exercitar o caso ambíguo, monte o número à mão a partir de um sequencial cujo resto seja zero — o sequencial 12345677 com UF 01 serve: ele fecha em 1234 5677 0116 com a exceção e em 1234 5677 0108 sem ela. Esse caso está destrinchado dígito a dígito, ao lado de outros defeitos que derrubam validadores em produção, no guia erros comuns em validadores de documentos brasileiros. E, para massa compartilhada entre serviços escritos em linguagens diferentes, fixar a UF em um estado fora da exceção economiza uma investigação futura.

Zona e seção não fazem parte do número

Zona eleitoral e seção dizem onde a pessoa vota; a inscrição diz quem ela é no cadastro. São campos separados, e nenhum dos doze dígitos codifica zona ou seção. Guardar zona concatenada ao título, ou tentar deduzi-la dos últimos dígitos, produz uma base que não sobrevive à primeira transferência de domicílio eleitoral — zona e seção mudam, o número da inscrição permanece.

Pela mesma razão, o código nas posições 9 e 10 é o estado do alistamento, não o estado atual do eleitor. Um título terminado em 02 nos dígitos de UF pertence a alguém que se inscreveu em Minas Gerais, o que não impede que hoje vote em outra unidade da federação. Relatório que agrupa eleitores por estado a partir do número do título está medindo outra coisa. O guia estrutura do título, código da UF, zona e seção detalha a tabela completa e o cálculo passo a passo.

Onde entram os números fictícios

Cadastros que pedem o título como campo opcional, sistemas de apoio a mesário, pesquisas eleitorais e qualquer formulário que rode o DV antes de aceitar a inscrição precisam de massa que passe na validação sem pertencer a ninguém. Um título com dígitos corretos continua sendo apenas um número bem formado: não consta no cadastro eleitoral e não diz nada sobre quitação. Gerar em vez de reaproveitar o título de uma pessoa real é o que evita levar dado de eleitor para ambiente de homologação, log de erro ou dump de banco — assunto do guia sobre LGPD e dados de teste.

Anatomia do título

1234 5678 2097

Sequencial

1–8

Número sequencial de inscrição: oito dígitos.

UF

9–10

Código da UF de emissão — tabela abaixo.

DV

11–12

Dígitos verificadores: módulo 11 sobre sequencial e UF.

Códigos de UF

São 28 códigos, do 01 ao 28, atribuídos fora da ordem alfabética. O último cobre as inscrições feitas no exterior. No Gerador, selecione a UF para criar títulos de um estado específico; no Validador, o código lido aqui é o que identifica o estado de alistamento do número colado.

01SP
02MG
03RJ
04RS
05BA
06PR
07CE
08PE
09SC
10GO
11MA
12PB
13PA
14ES
15PI
16RN
17AL
18MT
19MS
20DF
21SE
22AM
23RO
24AC
25AP
26RR
27TO
28ZZ (Exterior)

Exemplo — cálculo do DV

Sequencial 12345678 + UF 20 (DF) → DV 97 → título 1234 5678 2097

  1. Multiplicar os 8 dígitos do sequencial pelos pesos 2 a 9; o resto da soma ÷ 11 é o 1º DV (resto 10 vira 0).
  2. Multiplicar os 2 dígitos da UF e o 1º DV pelos pesos 7, 8 e 9; o resto da soma ÷ 11 é o 2º DV (resto 10 vira 0).
  3. Em títulos de SP (01) e MG (02), resto 0 vira 1 — exceção oficial do TSE.
Primeiro dígito verificador
CaracterePesoProduto
122
236
3412
4520
5630
6742
7856
8972
Soma240

240 ÷ 11 → resto 9

O resto é o próprio dígito — aqui não se subtrai de 11. Resto 10 viraria 0.

Dígito verificador = 9

Segundo dígito verificador (UF + 1º DV)
CaracterePesoProduto
2714
080
9981
Soma95

95 ÷ 11 → resto 7

Resto vira dígito direto. A UF é 20 (DF), então a exceção do resto zero de SP e MG não se aplica.

Dígito verificador = 7

Nem todo validador implementa a exceção de SP/MG; o gerador evita os casos ambíguos, então os números passam nas duas interpretações.

Perguntas frequentes

Posso gerar título de eleitor de um estado específico?

Sim. Escolha a unidade federativa no Gerador e os dígitos 9 e 10 sairão com o código correspondente: 01 é São Paulo, 02 Minas Gerais, e a numeração segue até 28, reservado aos eleitores no exterior.

O número do título indica a zona e a seção eleitoral?

Não. Zona e seção ficam no cadastro do TSE e mudam quando o eleitor transfere o domicílio eleitoral, enquanto o número do título permanece o mesmo. O número carrega apenas o sequencial, o código do estado de inscrição e os dois dígitos verificadores.

Como é calculado o dígito verificador do título?

O sequencial de oito dígitos recebe os pesos de 2 a 9 e o resto da divisão por 11 é o primeiro verificador. Em seguida, os dois dígitos do estado e esse primeiro verificador recebem os pesos 7, 8 e 9 para produzir o segundo. Nos dois cálculos, resto 10 vira 0.

Por que São Paulo e Minas Gerais têm regra diferente?

É uma exceção oficial do TSE: nos títulos inscritos em São Paulo e em Minas Gerais, quando o resto do primeiro cálculo é 0 o dígito vira 1 em vez de 0. Como nem todo validador implementa essa exceção, o gerador evita as combinações ambíguas e produz números que passam nas duas interpretações.