Gerador de RG (padrão SSP-SP)
Oito dígitos de base e um verificador por módulo 11, como a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo numera. Gere em lote, confira RGs que você já tem e aplique ou remova a máscara 00.000.000-0.
Os RGs gerados aqui são fictícios, no padrão da SSP de São Paulo. O dígito verificador está correto, mas nenhum deles consta em Secretaria de Segurança Pública alguma. Use apenas em desenvolvimento, homologação e demonstração. Uso permitido e proibido.
- Base
- 1–8
- DV
- 9
Separe múltiplos números por linha, vírgula ou ponto e vírgula. Ctrl+Enter valida.
Aplica ou remove a máscara 00.000.000-0. O DV pode ser X.
Números de RG gerados nesta ferramenta são fictícios e destinados exclusivamente a testes de software. Não correspondem a documentos reais nem constam em nenhuma Secretaria de Segurança Pública.
Por que o RG não tem um padrão único
O Registro Geral nasce em um instituto de identificação estadual, não em um cadastro federal. Cada Secretaria de Segurança Pública mantém a própria série de numeração, decide quantos dígitos ela tem e se haverá dígito verificador — parte dos estados usa, parte não. Não existe, portanto, uma função única de validação de RG que valha para o país inteiro: existe uma regra por unidade federativa, e para várias delas a única checagem possível é o comprimento.
O padrão SSP-SP, adotado aqui
Esta página gera e valida na convenção de São Paulo: oito dígitos de base e um verificador calculado por módulo 11 com os pesos 2 a 9, exibido na máscara 00.000.000-0. A escolha não é arbitrária — é a convenção que a maioria dos validadores em circulação implementa, e por isso a que um número fictício precisa satisfazer para atravessar um formulário de teste. O verificador sai como algarismo de 0 a 9 ou como a letra X, quando a conta resulta em 10. O passo a passo do cálculo, com o tratamento de cada resto possível, está no guia módulo 11 explicado.
Por que um RG de outro estado não valida aqui
Cole no Validador um RG emitido no Rio Grande do Sul, no Paraná ou na Bahia e o resultado mais provável é dígito verificador inválido. O número não está errado: ele foi construído por outra regra, ou por regra nenhuma. Quando o documento de origem tem mais ou menos de nove caracteres, a recusa acontece antes, no teste de comprimento — o que já indica que nem o tamanho serve de critério nacional.
Daí vem a inversão que costuma pegar quem escreve a validação: um RG reprovado aqui pode estar perfeitamente correto na origem, e um RG aprovado aqui pode nunca ter sido emitido por ninguém. As variações entre estados e o que muda com a Carteira de Identidade Nacional estão no guia RG por estado e a nova CIN.
Como modelar o campo em um sistema
- Guarde como texto. Coluna numérica descarta zeros à esquerda e não comporta o
X. - Guarde órgão emissor e UF em campos separados. O número sozinho é ambíguo: a mesma sequência pode existir em dois estados, para duas pessoas diferentes. Sem a UF não há sequer como decidir qual algoritmo aplicar.
- Aceite emissores que não são SSP. A identidade civil também sai de DETRAN, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal e conselhos profissionais, cada um com numeração própria.
- Normalize antes de gravar (sem pontos nem traço,
Xem maiúscula) e aplique a máscara apenas na exibição. - Torne o cálculo do DV condicional à UF, nunca uma validação global — e, fora de São Paulo, prefira tratar a divergência como aviso em vez de bloqueio de cadastro.
-- Errado: descarta zeros à esquerda e não comporta o DV "X"
rg numeric(9),
-- Certo: texto normalizado, mais a origem do documento
rg_numero varchar(20) not null, -- normalizado: 245989730, sem pontuação
rg_orgao varchar(20), -- SSP, DETRAN, Marinha, PF, OAB...
rg_uf char(2) -- sem isto não dá para escolher o algoritmoAnatomia do RG
24.598.973-0
Base
1–8Base: oito dígitos do número de registro geral.
DV
9Dígito verificador: módulo 11 sobre a base; pode ser 0-9 ou X.
Regex
^\d{8}[0-9X]$^\d{2}\.\d{3}\.\d{3}-[0-9X]$Exemplo — cálculo do DV
Pesos 2 a 9 sobre os oito dígitos da base, da esquerda para a direita. Os dois casos abaixo cobrem as saídas menos óbvias: o resto 0, que devolve o dígito 0, e o resto 1, que devolve X.
- Multiplicar os 8 dígitos pelos pesos 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, da esquerda para a direita.
- Somar os produtos e calcular o resto da divisão por 11.
- DV = 11 − resto; resultado 10 vira X e 11 vira 0.
| Caractere | Peso | Produto |
|---|---|---|
| 2 | 2 | 4 |
| 4 | 3 | 12 |
| 5 | 4 | 20 |
| 9 | 5 | 45 |
| 8 | 6 | 48 |
| 9 | 7 | 63 |
| 7 | 8 | 56 |
| 3 | 9 | 27 |
| Soma | 275 | |
275 ÷ 11 → resto 0
11 − 0 = 11, e 11 não é um dígito: por convenção, vira 0.
Dígito verificador = 0
| Caractere | Peso | Produto |
|---|---|---|
| 8 | 2 | 16 |
| 2 | 3 | 6 |
| 3 | 4 | 12 |
| 4 | 5 | 20 |
| 5 | 6 | 30 |
| 6 | 7 | 42 |
| 7 | 8 | 56 |
| 8 | 9 | 72 |
| Soma | 254 | |
254 ÷ 11 → resto 1
11 − 1 = 10, que não cabe em uma posição: o dígito é a letra X.
Dígito verificador = X
Cada estado emite o RG com regras próprias. Esta ferramenta usa a convenção da SSP-SP, a mais difundida entre os validadores.
Erros comuns no campo RG
A coluna só aceita dígitos e o X é recusado
Como o verificador é o resto da divisão por 11, aproximadamente um em cada onze RGs do padrão paulista termina em X. É frequência suficiente para o problema aparecer em produção e baixa o bastante para passar em branco na homologação. Os três sintomas são sempre variações da mesma causa: a máscara de entrada aceita apenas [0-9], o regex de validação é ^\d{9}$ ou a coluna do banco é numérica. O padrão correto é o publicado na seção Regex acima, com [0-9X] na última posição — e convém aceitar o x minúsculo digitado pelo usuário, normalizando para maiúscula antes de comparar. Gere um lote aqui até sair um número terminado em X e use-o como caso de teste fixo. Esse descuido e o de barrar RG emitido fora de São Paulo estão detalhados, com sintoma e reprodução, em erros comuns em validadores de documentos.
RG usado como chave única de pessoa
Enquanto não havia base unificada, quem morou em estados diferentes podia obter um RG em cada um, sem relação entre os números. Uma coluna rg com restrição de unicidade embute duas suposições erradas de uma vez: que cada pessoa tem exatamente um RG e que dois RGs iguais pertencem à mesma pessoa. A segunda causa mais estrago, porque sequências curtas de estados distintos colidem de verdade — o resultado vai de cadastro duplicado a dois clientes fundidos no mesmo registro. Para identificar pessoa física, a chave é o CPF, que é justamente o identificador adotado pela CIN.
Deslizes menores que aparecem depois
- Comparar valor com máscara contra valor sem máscara: o mesmo documento vira dois registros distintos. Normalize os dois lados antes de comparar ou de aplicar índice único.
- Deduzir data ou local de emissão a partir do número. A base é sequencial dentro do estado, mas nada nela codifica quando ou onde o documento foi expedido.
- Exigir RG em cadastro que não precisa dele. Dado pessoal coletado sem finalidade definida é passivo — o tema está em LGPD e dados de teste.
- Popular homologação com RGs de pessoas reais, copiados da base de produção. É exatamente o cenário que um gerador de números fictícios existe para substituir.
Perguntas frequentes
Por que meu RG de outro estado não valida nesta ferramenta?
Porque o RG não é um documento nacional. Cada estado o emite pela sua Secretaria de Segurança Pública, com tamanho de numeração e regra de dígito verificador próprios — há estados que sequer usam dígito verificador. Esta ferramenta adota o padrão da SSP de São Paulo, que é o mais difundido entre validadores, então números de outras unidades federativas podem não passar.
Qual padrão de RG a ferramenta usa?
O da SSP-SP: oito dígitos de base mais um verificador calculado por módulo 11, exibido na máscara 00.000.000-0. É a convenção que a maioria dos validadores online implementa, motivo pelo qual foi escolhida como referência.
Por que alguns RGs terminam em X?
No cálculo do verificador, quando 11 menos o resto resulta em 10, é preciso representar dois algarismos em uma única posição. A convenção é usar a letra X, o mesmo recurso adotado em outros documentos que usam módulo 11. Campos de banco que aceitam apenas dígitos rejeitam esses RGs indevidamente.
Uma pessoa pode ter mais de um RG?
Sim, e é mais comum do que parece. Como a emissão é estadual e não havia base unificada, quem viveu em estados diferentes pode ter obtido um RG em cada um, com números distintos. Sistemas que tratam o RG como chave única de pessoa acabam criando cadastros duplicados por causa disso.
O RG vai deixar de existir com a CIN?
A Carteira de Identidade Nacional unifica o documento em todo o país usando o número do CPF como identificador único, o que resolve justamente o problema dos vários RGs. Durante a transição os dois convivem, e formulários continuam pedindo o RG no formato antigo — que é o que esta ferramenta gera.