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11 dígitos desde 2013

Gerador de RENAVAM

Monta códigos de onze dígitos com o verificador já calculado e, no validador, aceita também os antigos de nove — completando os zeros à esquerda antes de conferir a conta.

Os códigos RENAVAM gerados aqui são fictícios. O dígito verificador está correto, mas nenhum deles corresponde a veículo registrado. Use apenas em desenvolvimento, homologação e demonstração. Uso permitido e proibido.

Base
1–10
DV
11

RENAVAMs gerados nesta ferramenta são fictícios e destinados exclusivamente a testes de software. Não correspondem a veículos reais.

O que o número do RENAVAM identifica

RENAVAM é a sigla do Registro Nacional de Veículos Automotores, a base que reúne os veículos licenciados no país. O número é atribuído no primeiro registro e fica colado ao veículo: troca de proprietário, mudança de estado e substituição da placa não o alteram. Ele é o que o sistema de trânsito usa para amarrar licenciamento anual, IPVA, multas, transferência e comunicação de venda a um mesmo veículo ao longo de décadas.

Em software ele chega como campo obrigatório de onze posições em cadastros de seguradoras, revendas, despachantes e frotas. Números fictícios com verificador correto exercitam esse caminho inteiro sem copiar o documento de um carro real.

De nove para onze dígitos

Até 2013 o RENAVAM era escrito com nove dígitos. Com a ampliação para onze, os registros antigos não foram renumerados: continuam válidos, apenas passam a ser escritos com zeros à esquerda até completar o tamanho atual. A conversão é literalmente um padStart(11, "0") — nada de recalcular nada.

O detalhe que explica por que isso funciona está nos pesos. A lista 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 é aplicada alinhada à direita: o último dígito da base sempre recebe peso 2, o penúltimo peso 3, e assim por diante. Acrescentar zeros na frente só acrescenta produtos iguais a zero e não desloca o peso de nenhum dígito significativo. Por isso 123456789 vira 00123456789 e o último dígito, 9, continua sendo o verificador correto: a base 0012345678 soma 156, que multiplicada por 10 dá 1560, e o resto de 1560 por 11 é justamente 9.

Um validador, portanto, não pode exigir onze caracteres na entrada: normalize primeiro, confira o dígito depois. O painel de validação desta página aceita de nove a onze dígitos.

Por que a soma é multiplicada por 10

Entre os documentos brasileiros que usam módulo 11, o RENAVAM é o esquisito: em vez de calcular o resto da soma ponderada e fazer 11 − resto, ele multiplica a soma por 10 antes de tirar o resto. O motivo é aritmético. Em módulo 11, 10 equivale a −1, então (soma × 10) mod 11 dá exatamente o mesmo valor que 11 − (soma mod 11).

A vantagem da forma com multiplicação é que ela absorve sozinha os dois casos de borda que costumam virar bug nas outras implementações. Quando a soma já é múltipla de 11, a fórmula clássica produz 11 e exige uma correção para 0; aqui o resto sai 0 direto. E quando o resto é 1, a clássica produz 10, que não cabe em uma casa; aqui o resultado é 10 e a única regra extra necessária é tratá-lo como 0 — o RENAVAM não usa a letra X. Escrever o cálculo sem o × 10 é o erro mais comum de quem porta o código de outro documento: sem ele o dígito sai errado em todos os casos em que a soma não é múltipla de 11.

RENAVAM, chassi e placa são três coisas diferentes

Todo veículo carrega três identificadores que o público costuma tratar como sinônimos, e eles têm origem, formato e estabilidade diferentes:

  • RENAVAM — identificador administrativo, onze dígitos numéricos com dígito verificador. Nasce no primeiro registro e nunca muda.
  • Chassi (VIN) — identificador físico gravado pelo fabricante, 17 caracteres alfanuméricos. O padrão internacional exclui as letras I, O e Q justamente para não confundir com os algarismos 1 e 0. Também não muda, mas é uma chave global, não brasileira.
  • Placa — vinculada ao emplacamento e a mais volátil das três: muda em transferência entre estados, em segunda via e na migração para o padrão Mercosul.

A consequência para modelagem é direta: a placa é um atributo do veículo, não a chave dele. Sistemas que indexam frota por placa acabam com registros duplicados depois de qualquer transferência, e históricos de multa que se perdem. Chassi e RENAVAM servem como chave estável; entre os dois, o RENAVAM é o que aparece nos serviços públicos brasileiros.

A diferença também aparece na validação de entrada. Os três exigem expressões regulares distintas — ^\d{11}$ para o RENAVAM, um alfabeto reduzido e sem acento para o chassi, duas alternativas para a placa. O guia de regex para documentos brasileiros reúne os padrões e mostra por que nenhum deles substitui a conferência do dígito verificador.

Anatomia do RENAVAM

12345678900

Base

1–10

Número do registro nacional do veículo: dez dígitos.

DV

11

Dígito verificador: módulo 11 sobre a base.

Regex

^\d{11}$

Exemplo — cálculo do DV

Base 1234567890 → DV 0 → RENAVAM 12345678900

  1. Multiplicar os 10 dígitos pelos pesos 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2, da esquerda para a direita.
  2. Somar os produtos e multiplicar a soma por 10.
  3. DV = resto da divisão por 11; resto 10 vira 0.
Dígito verificador da base 1234567890
CaracterePesoProduto
133
224
3927
4832
5735
6636
7535
8432
9327
020
Soma231

231 ÷ 11 → resto 0

Antes do resto, a soma é multiplicada por 10: 231 × 10 = 2310, e 2310 dividido por 11 dá resto 0. Um resto 10 seria escrito como 0.

Dígito verificador = 0

Números anteriores a 2013 tinham 9 dígitos e continuam válidos com zeros à esquerda — o Validador completa automaticamente.

Erros comuns com RENAVAM

  • Guardar o número como inteiro. É o erro que mais aparece em migração de base: 00123456789 vira 123456789 na primeira serialização e o registro passa a falhar na validação. RENAVAM é texto de tamanho fixo — varchar(11) no banco, string no contrato da API, nunca int nem number.
  • Exigir exatamente onze caracteres na entrada. Os documentos de veículos antigos continuam circulando com nove dígitos impressos. Normalize antes de validar, em vez de rejeitar quem digitou o que está no CRLV.
  • Portar o cálculo de outro documento. Copiar a rotina de CPF ou de PIS e só trocar os pesos produz dígitos errados: falta a multiplicação por 10 antes do resto, que é exclusiva do RENAVAM.
  • Confiar apenas na regex. ^\d{11}$ só diz que há onze dígitos. Números como 11111111111 passam por qualquer teste de formato e não têm verificador coerente — sequências repetidas são rejeitadas nesta ferramenta por serem lixo típico de formulário, não dado de teste.
  • Aceitar máscara que não existe. Diferente de CPF e CNPJ, o RENAVAM não tem separador oficial. Se a interface exibir pontos ou hífens, remova-os antes de comparar com o valor armazenado, senão o mesmo veículo é gravado em dois formatos.
  • Usar o RENAVAM do próprio carro na fixture. Um número real é dado de veículo real, e ele acaba versionado no repositório para sempre. É o assunto do guia sobre LGPD e dados de teste.

Boa parte desses tropeços não é específica de veículos: o guia de erros comuns em validadores de documentos brasileiros mostra os mesmos padrões em CPF, CNPJ e CEP.

Perguntas frequentes

Por que existem RENAVAMs de 9 e de 11 dígitos?

O código foi ampliado de nove para onze dígitos em 2013, quando as combinações do formato antigo se aproximaram do esgotamento. Os números antigos continuam válidos: basta completá-los com zeros à esquerda até chegar a onze posições. O Validador desta página faz esse preenchimento automaticamente.

Como converter um RENAVAM antigo de 9 dígitos?

Acrescente dois zeros à esquerda. O código 123456789 vira 00123456789, e o dígito verificador não muda, porque zeros à esquerda não alteram a soma ponderada. É a mesma inscrição, apenas escrita no formato atual.

Como é calculado o dígito verificador do RENAVAM?

Os dez primeiros dígitos recebem os pesos 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2. A soma dos produtos é multiplicada por 10 e o dígito é o resto da divisão desse total por 11, com resto 10 valendo 0. É o único documento desta lista que multiplica a soma antes de tirar o resto.

O RENAVAM muda quando o veículo é vendido ou troca de placa?

Não. O RENAVAM identifica o veículo desde o primeiro registro e permanece o mesmo em transferências de propriedade, mudanças de estado e troca de placa para o padrão Mercosul. É o identificador mais estável dos três que um veículo possui.