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Mesmo número do NIS/NIT

Gerador de PIS, PASEP, NIS e NIT

As quatro siglas designam o mesmo número de onze dígitos. Gere lotes com o dígito verificador fechando para popular folhas de pagamento e cargas do eSocial em homologação, confira os números que já estão na sua base e alterne entre a máscara 999.99999.99-9 e os dígitos crus.

Os números de PIS gerados aqui são fictícios. O dígito verificador está correto, mas nenhum deles está atribuído a um trabalhador no CNIS. Use apenas em desenvolvimento, homologação e demonstração. Uso permitido e proibido.

Base
1–10
DV
11

Números de PIS gerados nesta ferramenta são fictícios e destinados exclusivamente a testes de software. Não correspondem a trabalhadores reais.

Um número de onze dígitos com quatro nomes

O cadastro é único; o rótulo muda conforme quem consulta. PIS é como o número se apresenta a quem trabalha na iniciativa privada, com a inscrição operada pela Caixa. PASEP cumpre o mesmo papel no setor público, pela via do Banco do Brasil. Quando a inscrição nasce no INSS — o caminho usual de autônomos e contribuintes individuais — o mesmo número é chamado de NIT. Nos programas sociais e no CadÚnico, de NIS. Os dois programas que dão nome às duas primeiras siglas foram criados em 1970, por leis complementares distintas, e mais tarde passaram a compartilhar a mesma numeração de inscrição.

Para quem escreve software, a consequência prática é simples: são onze dígitos, uma regra de dígito verificador e um só campo. A diferença entre as siglas é de origem e de contexto, não de formato.

Onde cada sigla aparece na prática

  • Folha de pagamento e eSocial — o número identifica o trabalhador nos eventos de admissão e nos de remuneração. O campo normalmente vem rotulado como NIS.
  • CNIS — no extrato do INSS, vínculos, remunerações e contribuições ficam pendurados nesse número, que ali aparece como NIT. É o registro que a aposentadoria consulta.
  • Abono salarial — extratos, terminais e o aplicativo da Caixa se referem a ele como PIS, e é por ele que o trabalhador consulta se tem valor a receber.
  • Benefícios sociais e CadÚnico — NIS, usado tanto na inscrição da família quanto nas consultas de pagamento.
  • Guias de contribuição — o contribuinte individual recolhe informando o NIT.

O detalhamento de quem atribui cada sigla, o que muda entre elas e por que a mesma pessoa pode ter mais de uma inscrição está no guia PIS, PASEP, NIS e NIT: diferenças e como validar.

O que os dígitos não carregam

O CPF revela a região fiscal no nono dígito e o título de eleitor carrega o código da unidade federativa em duas posições fixas. O PIS não oferece nada parecido em documentação pública: trate os dez primeiros dígitos como opacos e o décimo primeiro como verificação. Qualquer regra de negócio que tente deduzir estado, faixa de cadastro ou ano de inscrição a partir das posições vai apoiar-se em suposição, não em especificação.

Anatomia do PIS

120.16619.18-1

Base

1–10

Número de Identificação Social: dez dígitos do cadastro.

DV

11

Dígito verificador: módulo 11 sobre a base.

Regex

^\d{11}$
^\d{3}\.\d{5}\.\d{2}-\d$

Exemplo — cálculo do DV

Base 1201661918 → DV 1 → PIS formatado 120.16619.18-1

  1. Multiplicar os 10 dígitos pelos pesos 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2, da esquerda para a direita.
  2. Somar os produtos e calcular o resto da divisão por 11.
  3. DV = 11 − resto; resultados 10 e 11 viram 0.
Dígito verificador de 1201661918
CaracterePesoProduto
133
224
090
188
6742
6636
155
9436
133
8216
Soma153

153 ÷ 11 → resto 10

11 − 10 = 1. O dígito só viraria 0 se a subtração resultasse em 10 ou 11.

Dígito verificador = 1

A mecânica do módulo 11 — por que o divisor é 11 e por que existe a exceção para 10 e 11 — está detalhada no guia módulo 11 explicado. Muda apenas a sequência de pesos de um documento para outro.

Erros comuns em sistemas de RH

Os defeitos que aparecem com o PIS em folha e integrações raramente estão no cálculo do dígito. Estão em como o número é guardado, copiado e comparado.

Colunas separadas para PIS, NIS e NIT

É o erro mais caro, porque só se manifesta meses depois. O cadastro ganha três campos, cada tela preenche o seu, e a mesma pessoa passa a ter valores que divergem — um digitado com máscara, outro sem, um terceiro vazio. Um campo só, com o rótulo mudando conforme o contexto da tela, resolve o problema na origem.

Guardar o número como inteiro

Onze dígitos chegam a 99.999.999.999, muito acima do teto de um inteiro de 32 bits (2.147.483.647), então a coluna precisa ser pelo menos BIGINT para não estourar. O problema maior é outro: inteiro descarta zero à esquerda. Um PIS que começa em 0 volta do banco com dez caracteres, a máscara quebra e o validador reprova um número que estava correto na entrada. Guarde como CHAR(11) ou VARCHAR. A mesma armadilha existe em planilha: abrir o CSV da carga no editor converte a coluna em número e devolve notação científica.

Máscara e dígitos crus na mesma coluna

120.16619.18-1 e 12016619181 são o mesmo trabalhador e dois valores distintos para qualquer JOIN, índice único ou deduplicação. Normalize na escrita, removendo pontos e hífen, e aplique a máscara só na exibição — é o que o painel Formatador desta página faz nos dois sentidos.

Reaproveitar o validador de CPF

A família do algoritmo é a mesma, os parâmetros não. O PIS tem onze dígitos com um verificador, contra nove mais dois no CPF, e usa a sequência de pesos 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2 — que não é decrescente como a do CPF. Validador copiado de um para o outro reprova números bons e aprova números ruins.

O que de fato se transfere é o tratamento do resto: PIS e CPF resolvem igual — 11 − resto, com o resultado 10 ou 11 caindo para 0, que é a mesma coisa que dizer dígito 0 quando o resto é menor que 2. A armadilha está em supor que isso vale para todo documento: no RG do padrão SSP-SP o resultado 10 vira X, e no RENAVAM a soma é multiplicada por 10 antes da divisão. Cada variação aparece com o número que a reproduz em erros comuns em validadores de documentos brasileiros.

Aceitar sequências de dígitos iguais

00000000000 passa na aritmética: a soma dá zero, o resto dá zero, 11 − 0 = 11 e a regra converte 11 em 0, que é exatamente o dígito final. Por isso o validador precisa rejeitar sequências repetidas antes de calcular — é o que esta ferramenta faz, e o gerador também evita produzi-las. As demais sequências caem sozinhas: como a soma dos pesos é 49, 11111111111 deixa resto 5 e exigiria dígito 6.

Confundir dígito correto com cadastro existente

O verificador prova apenas que o número está bem formado. Saber se ele está atribuído a alguém depende de consulta ao CNIS ou aos canais da Caixa, e nenhum número gerado aqui consta nesses cadastros. A distinção, com o que cada situação cadastral significa, está em válido não é o mesmo que existente.

Perguntas frequentes

PIS, PASEP, NIS e NIT são o mesmo número?

Sim, é o mesmo número de onze dígitos — muda só o nome conforme quem o utiliza. PIS é como a Caixa o chama para trabalhadores da iniciativa privada, PASEP é o equivalente do Banco do Brasil para servidores públicos, NIS é o nome usado nos programas sociais e no CadÚnico, e NIT é como o INSS se refere a ele.

Onde cada uma dessas siglas aparece no dia a dia?

No eSocial e na folha de pagamento o campo costuma se chamar NIS. No extrato do abono salarial e no aplicativo da Caixa aparece como PIS. No Meu INSS e nas guias de contribuição aparece como NIT. Em benefícios sociais, como NIS. Sistemas que tratam essas siglas como campos diferentes acabam duplicando o mesmo dado.

Como é calculado o dígito verificador do PIS?

Os dez primeiros dígitos recebem, nessa ordem, os pesos 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2. Soma-se os produtos e calcula-se o resto da divisão por 11. O dígito é 11 menos esse resto, com uma ressalva: quando o resultado dá 10 ou 11, o dígito é 0.

Um PIS com dígito correto significa que a pessoa é cadastrada?

Não. O cálculo confirma apenas a boa formação do número. Saber se ele está efetivamente atribuído a um trabalhador exige consulta ao CNIS, pelo Meu INSS ou pelos canais da Caixa — e nenhum número gerado aqui consta nesse cadastro.